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História de uma foto
Maracutaia dá campeonato de 1958 a Mike Hawthorn
Não há como negar que o GP de Cingapura é, no mínimo, exótico. Disputado à noite, numa pista lenta de muitas curvas e onde os pilotos só colam o acelerador na tábua em 46% do circuito. Mais exótico foi o GP de Marrocos, disputado uma única vez, mas que ficou na história da Fórmula 1 por causa da armação que a Ferrari fez na pista africana para garantir o título de campeão a Mike Hawthorn.
Hawthorn foi o primeiro campeão inglês de Fórmula 1, mas sua façanha ficou marcada pela interferência do boxe do boxe italiano.
Quando o circo acampou em Monza, para o penúltimo grande prêmio de 1958, Hawthorn disputava o título com o conterrâneo Stirling Moss e a contagem estava 33 a 30 para o adversário. Mas na corrida o norte-americano Phil Hill, o segundo piloto da Ferrari, era quem brigava pela vitória contra Tony Brooks, da Vanwall. Hill já tinha batido o recorde da volta por duas vezes, quando o boxe mandou que ele cedesse o segundo lugar a Hawthorn, terceiro naquela altura da prova. Hill obedeceu, trocou de posição e Hawthorn que, com o segundo lugar e sem briga, folgou 6 pontos de Moss.
No GP seguinte, disputado em Marrocos, repetiu-se a maracutaia. Outra vez Phil Hill estava em segundo e, dessa vez, pronto para ultrapassar o Vanwall de Stirling Moss e ganhar a liderança, quando o boxe mandou ele aliviar e deixar Hawthorn passá-lo. Phil Hill – vivendo o mesmo drama que se repetiria com Rubinho Barrichello na mesma Ferrari, meio século depois – obedeceu e, novamente, fechou em terceiro.
Dessa forma, mesmo com a vitória de Moss, Mike Hawthorn sagrou-se campeão, por um pontinho – 42 a 41. De prêmio, o obediente Phil Hill ganhou um contrato de três anos na Ferrari, escuderia pela qual foi campeão mundial – sem maracutaia – em 1961.
Hawthorn, com a Ferrari 246