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A última vitória da Williams

História de uma foto > arquivo

Brasil 2004
A última vitória da Williams

Naquele GP do Brasil de 2004, Juan Pablo Montoya fazia a sua última corrida pela Williams. Mudou-se para a McLaren, mas não poderia ter feito uma despedida mais feliz. O colombiano fechou o seu ciclo de quatro temporadas e 68 corridas na escuderia inglesa com a quarta vitória na F-1, em Interlagos, a bordo do FW-26, motor BMW. Proeza que também marcou a última vitória da Williams na Fórmula 1.
Montoya venceu num duelo espetacular com o excelente Kimi Raikkonen, batendo o finlandês por exíguos 1 segundo e 022 milésimos, depois de disputadíssimas 71 voltas.
Montoya aliás, foi o único piloto que fez uma grande despedida da temporada de 2004. Schummy, o heptacampeão, não viveu em Interlagos nenhum dos seus momentos de glória. Rodou na classificação, repetiu a dose na corrida atravessando-se no S do Senna e fechou num 7o lugar sem brilhantismo.
Para a Ferrari que conquistou de forma arrasadora o Campeonato de Construtores de 2004 (262 pontos contra 119 da BAR), a última ultima corrida foi um tanto decepcionante.
Rubinho Barrichello terminou em 3º lugar, posição que foi um castigo para sua atuação. A corrida foi muito bem disputada. Teve, além da liderança de Rubinho, a de Fernando Alonso de Kimi Raikkonen e a de JP Montoya. Mas para o brasileiro, quem tinha sido o melhor piloto até a largada, batendo e repicando o recorde da pista e cravando uma pole position estupenda, talvez faltasse se impor como o principal protagonista da Ferrari em Interlagos. Deveria, como líder da prova, o primeiro pit stop. Dar um grito com o seu boxe no momento que a chuva parou. Na base do lá vou eu, e deixar Schummy, que largou em 18o , para o segundo pit stop.
O 3o lugar de Barrichello, que em outras corridas teve aura de glória, em Interlagos foi um pódio com gosto de prêmio de consolação. Despediu-se da temporada de 2004 como merecido vice-campeão, mas sem Schummy para atrapalhar a sua corrida, poderia ter fechado ao ano com um final apoteótico.
Mas como disse Rubinho, depois do grande prêmio: "A luta continua. Prometo que ainda vou quebrar esse tabu e vencer o GP do Brasil".
Mas convenhamos que, se não deu para realizar o desejo na Ferrari, Honda e Brawn, agora na Williams, uma escuderia que não vence há sete anos, será uma promessa difícil de cumprir.


Montoya, com o Williams FW-26, em Interlagos

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