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Memórias
Button deu a vitória que a Honda esperou 39 anos
Zebras, acidentes, deslealdades, azares, suspense, safety car e muito show de pilotagem foram os ingredientes que remeteram para a histórica da Fórmula 1 o GP da Hungria de 2006.
Para começar Jenson Button, depois de 114 corridas venceu o seu primeiro grande prêmio levando a Honda a uma vitória magnífica. Um triunfo, consagrado pela estupenda atuação do piloto e da inteligência da tática de boxe, numa prova disputada sob chuva e com uma armadilha em cada curva. Foi a primeira vitória da nova fase da Honda, desde que assumiu a BAR, em 2005, e a terceira da sua história na F-1 – as anteriores aconteceram no GP do México em 1965 com Richie Ginther e em 1967, no GP da Itália com John Surtees.
Foi uma corrida em que poderia ter acontecido tudo no duelo entre Alonso e Schumacher. E realmente aconteceu, menos, ironicamente, uma mudança que alterasse a diferença na pontuação, porque nem Alonso e nem Schumacher terminaram a prova.
Isso para a estatística, porque na corrida os dois campeões fizeram um espetáculo em que não ficaram devendo nada em matéria de atrevimento, técnica e ousadia, como deve ser mesmo um grande prêmio de Fórmula 1.
Eles foram estupendos na largada. Schumacher pulou de 11º para 3º e Alonso do 15º para 5º lugar, em três voltas. Daí partiram para protagonizarem a melhor corrida de 2006. Ambos revelaram várias facetas de seu caráter de piloto. Alonso demonstrou ser um especialista na chuva. Foi soberbo na pista molhada, fez várias ultrapassagens, ajudado pelo melhor rendimento dos pneus para pista molhada da Michelin, sobre os Bridegestone.
O asturiano tomou conta da corrida, fez uma ultrapassagem categórica em Schumacher na briga pelo 3º lugar e, ainda, pôs uma volta no alemão na 20ª . Mas a competência do espanhol, esbarrou no fortuito, pois na 51ª das 70 voltas da prova, a junta homocinética do Renault 26 quebrou, brecando o sucesso de Alonso.
Já Schummuy alternou a sua corrida entre a maestria e a temeridade. Foi competente para chegar, inclusive, a liderança. Depois quis manter-se em segundo num duelo com Pedro de la Rosa, no qual fechou maldosamente o espanhol da McLaren e fez atalhos na pista, em visível descontrole emocional. Ainda repetiu a dose contra Nick Heidfeld, mas o alemãzinho da BMW, não aliviou, os carros se chocaram. Schumacher levou a pior e parou há quatro voltas do final do grande prêmio. Uma atitude deplorável para um heptacampeão.
Barrichello fechou em quarto numa prova que poderia ter consagrado o primeiro triunfo da nova Honda, já que largou em 3º. Mas foi Jenson Button, seu parceiro, quem fez história com a marca japonesa partindo em 14º no grid para emplacar a sua primeira vitória na F-1.
Button, bandeirado com Honda RA106