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Chico DC3

Memórias > Especial Chico Landi



Chico Landi foi o primeiro piloto brasileiro a se tornar famoso internacionalmente. Venceu o GP de Bari de 1948, na Itália, tornando o feito histórico, porque foi a primeira vitória de uma Ferrari 166, protótipo da futura máquina da F-1.


A façanha de Chico, além dos 106 contos de réis de prêmio – 7000 reais em 2007 –, rendeu-lhe outros dividendos. O mais honroso foi o título de Comendador de Bari, conferido por Giovanni Montini, o cardeal que viria a se tornar o papa Paulo VI.

Já os jornais dedicaram manchetes generosas a Chico. A mais curiosa foi a do Corriere della Sera, de Milão, que estampou este título: “Landi mais veloz que o DC3”, louvando os 280 km/h que Chico atingiu em Bari – 40 quilômetros mais rápido que a velocidade máxima do Douglas DC3, avião moderníssimo na década.


A mágoa sem bandeira

Chico Landi recebeu muitas homenagens durante a carreira. A mais demagógica veio da Câmara Municipal e da Prefeitura de São Paulo, dando seu nome à curva 1 e à da descida do Lago da pista de Interlagos, através do decreto 35133, de 17 de maio de 1995. Um preito muito pequeno para o enorme Chico Landi, o herói que morreu com a mágoa de não ter dado a bandeirada de vitória em nenhum dos 17 GPs do Brasil de Fórmula 1 disputados na sua era.



O último desejo

Chico Landi deixou expresso que seu último desejo: “Ter as cinzas espalhadas na reta de chegada de Interlagos”. Os filhos Luiz e Rita realizaram a vontade do campeão.



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Landi, cinzas em Interlagos

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