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Memórias > arquivo
O cemitério da curva 3
Não é novidade surgirem problemas com as reformas dos circuitos. No caso do traçado urbano de Cingapura os pilotos temiam, e com razão, as maquiagens feitas em vários pontos da pista.Lewis Hamilton não poupou críticas ao Marina Bay. Para ele a chicane é a pior curva da F-1.“Simplesmente ridícula”, na opinião do inglês, porque o recapeamento alargou a chicane e tornou-a ainda mais perigosa, porque há possibilidade de frear dentro da curva a 250 km/h, o que poderá levar o carro a decolar.Uma situação semelhante ao GP do Brasil de 1977, corrida na qual Interlagos bateu um recorde de confusão. Dos 22 carros que largaram, apenas sete terminaram a prova; seis tiveram problemas mecânicos e nove transformaram numa formidável sucata.A causa da catástrofe foi o asfaltamento do trecho da curva 3, feito com material impróprio. O composto amoleceu durante a corrida e foi derrubando os mais habilidosos pilotos do mundo.Vittorio Brambilla foi quem abriu, na 11ª volta, o festival de batidas e rodadas que transformaram a curva 3 num ferro-velho milionário. Clay Regazzoni, Ronnie Peterson, Jochen Mass, Hans Binder, Patrick Depailler e John Watson seguiram Brambilla. Quando chegou a vez de Jacques Laffite bater, a corrida já era cômica. Mas foi o brasileiro Carlos Pace quem garantiu a gargalhada final. Moco, depois de carimbar a parede da famigerada curva, com o Brabham-Alfa Romeo, resolveu pegar o volante da ambulância e se transportar até o hospital dos boxes para o atendimento médico obrigatório.Carlos Reutemann (Ferrari), James Hunt (McLaren) e Niki Lauda (Ferrari) subiram ao pódio. Emerson Fittipalid (Copersucar) Gunnar Nilson (Lotus) e Renzo Zorzi (Shadow) foram os outros sobreviventes que somaram pontos. Ingo Hoffman, com o Fittipadi-Ford, fechou em 7º, a sua melhor colocação na F-1.
José Carlos Pace, o Moco, com o Brabham-Alfa
O festivo pódio do GP Brasil de 1977,com Reutemann, Lauda, Hunt e Emerson Fittipaldi