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Memórias > Especial Chico Landi
A Ferrrari "seminova" de Landi
Chico Landi exultou quando lhe informaram que o presidente Getúlio Vargas tinha mandado comprar uma Ferrari para ele competir no GP da Argentina de 1952.
A máquina, que era o último modelo da 4,5 litros, já tinha sido despachada da Itália para Buenos Aires, aonde Chico iria estreá-la. Mas o desembarque atrasou e o carro só foi entregue ao piloto no porto de Montevidéu, para a corrida de inauguração do autódromo uruguaio de Piriápolis, duas semanas depois.
Chico contava os dias. esperando ansioso pela Ferrari com a qual poderia enfrentar as estrelas mundiais, tais tal qual Juan Manuel Fangio, Alberto Ascari, Herbert Lang, Giuseppe Farina e Froilán González.
Quando a Ferrari foi desembarcada, o locutor Wilson Fittipaldi, o Barão, examinou alguns detalhes e desconfiou que o carro não era novo. O primeiro indício estava na alavanca do câmbio, onde a esfinge do Cavalinho Rampante era quase invisível. Depois Wilsão deu uma olhada nos pedais e notou que o do acelerador estava gasto e, sem Chico perceber, Fittipaldi raspou de leve a tinta da carroceria com uma moeda e descobriu a cor vermelha sob a amarela. Mas de nada adiantou a investigação do locutor, porque Chico Landi não queria acreditar que a Ferrari não era nova, apenas repintada de amarelo. Felizmente, o motor era zero.
Chico Landi