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Wilsão locutor sem lágrimas

Memórias > arquivo

“Durante todo o tempo em que trabalhei na Fórmula 1 tive que responder a centenas de jornalistas a mesma pergunta: qual era a emoção de transmitir as corridas que meus filhos participavam? Muitos não acreditavam na esposta. Mas como nasci nesse meio a minha emoção sempre foi relativa. Eu nunca me deixei envolver pela emoção porcausa da participação do Emerson e do Wilsinho. Graça a Deus, sempre tive o equilíbrio capaz de separar a emoção da profissão. A única vez que eu sofri foi de alegria, quando Emerson ganhou o campeonato em 1972, em Monza.
Aí sim eu joguei o microfone para o Orlando Duarte, que era o comentarista e disse: fala você. Nem sei quanto tempo demorei a voltar a falar.
Essa corrida me emocionou. Afinal ganhávamos o título mundial de Fórmula1. Pela primeira, vez um brasileiro trazia para o País o título inédito. Não seria tão importante se fosse campeão do mundo no futebol, do qual já éramos tri. Mas campeão do mundo em automobilismo, da Fórmula 1, era uma grande novidade. Nessa transmissão, foi a única vez que eu me empolguei, mas não chorei. Eu nunca chorei de emoção”.


Wilsão em Monza, entre Jackie Stewart e Niki Lauda,
após a colnquista do campeonato de Emerson

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